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Modelo Casuístico

Texto

Modelo de Casuística

Autores básicos

Albert Jonsen e Stephen Toulmin

Obra de referência

Jonsen A, Toulmin S. The Abuse of Casuistry: a history of moral reasoning. Berkeley: University of California Press, 1988.

Referência histórica

Na Grécia já existia uma corrente de pensamento casuística. Baseia-se, também em parte, na noção de Aristóteles de ciência e ética.

Proposta básica

O principal elemento deste modelo é o estabelecimento de casos paradigmáticos a partir dos quais são feitas analogias e comparações com novos casos que se apresentam. É uma proposta que utiliza uma analogia com o raciocínio utilizado pelas cortes de justiça norte-americanas e inglesas, que se utilizam de citações de casos pregressos como fonte de jurisprudência. Vale salientar que as sentenças judiciais nestes países tem um forte embasamento filosófico e moral, constituindo-se em documentos que transcendem ao caso em si. A grande contribuição deste modelo foi a de permitir exemplificar com casos reais situações anteriormente propostas apenas de forma teórica. A casuística também trouxe à discussão a importância da analogia e o julgamento prático. É uma proposta individualista e indutiva.

Crítica

A maior crítica a este modelo tem sido a dificuldade de adequar os casos tidos como paradigmáticos às diferentes culturas e/ou períodos históricos. A própria seleção de casos paradigmáticos poderia ter um forte componente ideológico (hegemônico). Os autores europeus criticam seriamente o uso deste modelo.

Modelos explicativos utilizados em Bioética

Textos - Conceitos Fundamentais

Página de Abertura - Bioética

Texto incluído em 02/02/1999 e atualizado em 13/02/1999 (C)Goldim/1997-1999

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