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Técnica e responsabilidade - Hans Jonas (resenha)

Texto

Seminários sobre a obra de Hans Jonas

Técnica e responsabilidade:

reflexões sobre as novas tarefas da Ética

Resenha elaborada por

Jennifer Braathen Salgueiro

PhD (Bolsista Recém Doutor FAPERGS) GPPG/HCPA

Neste capítulo o autor nos coloca diante de importantes questões:

  • Que as premissas éticas até hoje conhecidas já não são válidas, cabendo-nos refletir sobre a nossa condição moral frente a mudança de natureza da ação humana; p.27
  • Saber como é que a técnica moderna afeta o nosso agir sob o seu domínio se torne diferente daquilo que tem sido através dos tempos; p.28
  • Características da ação que são relevantes para a comparação com o atual estado de coisas. 1) Tudo o que tivesse a ver com o mundo não-humano era eticamente neutro 2) Toda a ética tradicional é antropocêntrica 3) O homem como essência não um objeto 4) A ética pertencia ao aqui e agora - o bem e o mal de uma ação tinha um imediato raio de alcance; p.33
  • O braço curto do poder humano não exigia um longo braço de conhecimento preditivo; a curteza de um é tão pouco repreensível como a do outro. p.36
  • Tudo isto mudou. Nenhuma ética anterior tinha de levar em consideração a condição global da vida humana e o futuro distante ou até mesmo a existência da espécie. Com a consciência da extrema vulnerabilidade da natureza à intervenção tecnológica do homem surge a ecologia; p.37
  • Repensar os princípios básicos da ética. Procurar não só o bem humano mas também o bem de coisas extra-humanas, ou seja, alargar o reconhecimento dos “fins em si mesmos” para além da esfera do homem e fazer com que o bem humano incluisse o cuidado delas; p.40
  • Pensar que o homem é agora mais do que nunca o criador daquilo que criou e o fazedor daquilo que pode fazer, e, acima de tudo, o pre-parador daquilo que será capaz de fazer em seguida; p.42
  • Questões que nunca antes foram objeto de legislação caem sob a alçada das leis com que a cidade global tem de dotar-se para que possa haver um mundo para as gerações humanas que hão-de-vir; p. 43-44
  • Um novo imperativo em resposta ao novo tipo da ação humana: “Nas tuas opções presentes, inclui a futura integridade do Homem entre os objetos da tua vontade.”; p.46
  • Até que ponto é desejável a nossa imortalidade? ; p.48-52
  • Alívio do paciente ou alívio da sociedade? ; p.53
  • Nova natureza do agir, nova ética da responsabilidade a longo prazo, nova humildade; pg 56
  • Que força há de representar o futuro no presente? ; p.57
  • A ética tem de erguer-se sobre os seus mundanos pés – ou seja, sobre a razão e a sua aptidão para filosofar. E enquanto que dá fé se pode dizer que ela existe ou não existe, da ética forçoso é que exista. Urgência de achar uma ética correta. p.59-61

Referência:

Jonas, H. Técnica e responsabilidade: reflexões sobre as novas tarefas da Ética. In: Ética, medicina e técnica. Lisboa: Vega Passagens, 1994:27-62.

Material de apoio - Conceitos Fundamentais

Página de Abertura - Bioética

Texto incluído em 18/12/2001 (c)Salgueiro/2001

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