Eutanásia Ativa - criticas ao caso Debbie
Crítica ao Caso Debbie
A publicação do Caso Debbie no JAMA, de 1988, gerou uma enorme discussão a respeito de duas questões éticas importantes: a preservação do nome do autor do relato e a eutanásia ativa feita sem maiores critérios.
Anônimo. Its over, Debbie. JAMA 1988;259(2):272.
O direito do editor da revista em publicar este tipo de relato, mantendo o anonimato do autor e sem um editorial que comentasse o assunto ou repreedesse a conduta do médico foi duramente criticado em diversos artigos.
Vários bioeticistas, entre eles Edmond Pellegrino, levantaram a questão da violação de normas éticas e legais praticadas pelo residente. Estes autores afirmaram que o debate sobre a eutanásia ativa atinge o centro moral da Medicina. Os médicos devem repudiar aqueles profissionais que intencional e ativamente matam seus pacientes.
Gaylin W, Kass LR, Pellegrino ED, Siegler M. Doctors must not kill. JAMA 1988;259(14):2139-2140.
Kenneth Vaux, em outro artigo, rebateu a interpretação de que este caso seria um exemplo de eutanásia por duplo-efeito. Vaux acredita que a eutanásia, por princípio, deve ser proscrita. Questionou, contudo, que apesar do objetivo da Medicina ser salvar e preservar a vida e nunca causar danos ou a morte de forma intencional, em casos excepcionais, a eutanásia pode ser, certamente, tolerada.
Vaux KL. Debbie's dying: mercy killing and the good death. JAMA 1988; 259(14):2140-2141.
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